Lady Killers: Assassinas em Série é um dossiê de histórias
sobre assassinas em série e seus crimes ao longo dos últimos séculos, e o
material perfeito para você mergulhar fundo em suas mentes. Com um texto
informativo e espirituoso, a autora recapitula a vida de catorze mulheres com
apetite para destruição, suas atrocidades e o legado de dor deixado por cada
uma delas. As histórias são narradas através de um necessário viés feminista.
Telfer dispensa explicações preguiçosas e sexistas e disseca a comple825ade da
violência feminina e suas camadas. A autora também contesta os arquétipos ―
vovó gentil, mãe carinhosa, dama sensual, feiticeira traiçoeira, entre outros ―
e busca entender por que as mulheres foram reduzidas a definições tão
superficiais. Além disso, questiona a “amnésia coletiva” a respeito dos
assassinatos cometidos por mulheres. Por que falamos de Ed Kemper e não de
Nannie Doss, a Vovó Sorriso, que dominou as páginas dos jornais
norte-americanos em 1950 por seu carisma e piadas mórbidas (ela matou quatro
maridos)? Por que continuamos lembrando apenas de H.H. Holmes quando Kate
Bender recebia viajantes em sua hospedaria (e assassinava todos que ousavam
flertar com ela)? A linha que divide o bem e o mal atravessa o coração de todo
ser humano. Lady Killers: Assassinas em Série faz parte da coleção Crime
Scene®: histórias reais, de assassinos reais, indicadas para quem tem o
espírito investigador. Entre os títulos da coleção estão Casos de Família e
Arquivos Serial Killers, de Ilana Casoy, e o best-seller Serial Killers:
Anatomia do Mal, de Harold Schechter. O livro de Tori Telfer, ilustrado pela
artista salvadorenha Jennifer Dahbura e complementado com uma rica pesquisa de
imagens, se junta a estas grandes fontes de estudo para alimentar a mente dos
darksiders mais curiosos. Através das páginas de Lady Killers: Assassinas em
Série os leitores vão perceber que estas damas assassinas eram inteligentes,
coniventes, imprudentes, egoístas e estavam dispostas a fazer o que fosse
necessário para ingressar no que elas viam como uma vida melhor. Foram
implacáveis e inflexíveis. Eram psicopatas e estavam prontas para dizimar suas
próprias famílias. Mas elas não eram lobos. Não eram vampiros. Não eram homens.
Mais uma vez, a ficha mostra: elas eram horrivelmente, essencialmente,
inescapavelmente humanas.
Problema com os links, favor avisar nos comentários da
respectiva postagem.







Nenhum comentário:
Postar um comentário