1808, de Laurentino Gomes, já vendeu mais de 1 milhão de
exemplares, e nessa nova edição traz um capítulo inédito com informações até
hoje pouco conhecidas a respeito da criação do Reino Unido de Brasil, Portugal
e Algarves, que completa duzentos anos em 2015. Saiba como nasceu o Brasil de
hoje.
* * *
Em 1822, o escritor compara diferentes relatos sobre o dia 7
de setembro que redefiniu os rumos do nosso país. Mais do que desmistificar o
grito da independência às margens do Ipiranga, o escritor analisa como D. Pedro
conseguiu, apesar de todas as dificuldades, fazer do Brasil uma nação de
proporções monumentais. Laurentino observa como as mudanças provocadas pela
fuga da família real portuguesa em 1808 deram início a um processo de maior
autonomia que pressionou o príncipe regente a declarar a independência do
Brasil. O autor mostra como as Guerras Napoleônicas, a Revolução Francesa e a
independência dos Estados Unidos influenciaram as ideias de brasileiros que
defendiam o fim da submissão à metrópole, formando um ambiente favorável à
criação de um novo país. No entanto, declarar a independência foi apenas o
começo. Com os cofres brasileiros esvaziados por D. João VI em seu retorno a
Portugal, D. Pedro se viu diante do desafio de reduzir os gastos do governo,
construir a ideia do que é “ser brasileiro” e reprimir as revoltas internas.
Para alguns brasileiros, era necessário romper radicalmente com os portugueses
e proclamar a república, enquanto outros não viam motivo para ser parte do país
que estava surgindo. Além das proporções continentais representarem uma
dificuldade ao projeto de preservar a unidade do território colonial, em 1822 o
Brasil já apresentava um cenário de extrema desigualdade. Enquanto cidades como
Rio de Janeiro e Salvador contavam com uma população urbana, universidades e
instituições governamentais, em outras regiões era praticada apenas a agricultura
de subsistência. Foi necessário um esforço de vários personagens para
estabelecer uma nova nação. Laurentino une a pesquisa a um texto leve e
saboroso que trata história como um assunto cativante, que nos leva a
compreender melhor as origens do Brasil e como problemas estruturais ainda
influenciam a nossa realidade.
* * *
Nas últimas semanas de 1889, a tripulação de um navio de
guerra brasileiro ancorado no porto de Colombo, capital do Ceilão (atual Sri
Lanka), foi pega de surpresa pelas notícias alarmantes que chegavam do outro
lado do mundo. O Brasil havia se tornado uma república. O império brasileiro,
até então tido como a mais sólida, estável e duradoura experiência de governo
na América Latina, com 67 anos de história, desabara na manhã de Quinze de
Novembro. O austero e admirado imperador Pedro II, um dos homens mais cultos da
época, que ocupara o trono por quase meio século, fora obrigado a sair do país
junto com toda a família imperial. Vivia agora exilado na Europa, banido para sempre
do solo em que nascera. Enquanto isso, os destinos do novo regime estavam nas
mãos de um marechal já idoso e bastante doente, o alagoano Manoel Deodoro da
Fonseca, considerado até então um monarquista convicto e amigo do imperador
deposto.Essas e outras histórias surpreendentes estão em 1889, o novo livro do
premiado escritor Laurentino Gomes. A obra, que trata da Proclamação da
República, fecha uma trilogia iniciada com 1808, sobre a fuga da corte
portuguesa de Dom João para Rio de Janeiro.
Problema com os links, favor avisar nos comentários da
respectiva postagem.







Nenhum comentário:
Postar um comentário