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A jornalista americana Pamela Druckerman se muda para Paris
logo após se casar. Lá, além das diferenças culturais mais conhecidas, começa a
observar que as crianças se comportam de forma muito mais educada do que jamais
viu. Estarrecida, ela percebe que os jantares nas casas dos franceses não são
eventos caóticos em que crianças interrompem os adultos, brigam com os irmãos
ou reclamam dos legumes.
Esse é apenas um dos exemplos que a fazem querer descobrir
qual é a mistura de autoridade e relaxamento dos pais que faz com que as
crianças francesas sejam tão comportadas, sem ficarem reprimidas ou sem
personalidade. Afinal, qual é o segredo para que durmam a noite toda? Para que
não tenham ataques de birra em público? Para que sejam educadas à mesa e experimentem
muito mais do que nuggets e batatas? Para que desenvolvam a autoestima e se
tornem articuladas?
Os pais que ela observou em Paris parecem ter encontrado o
equilíbrio perfeito entre ouvir os filhos e deixar claro que são os adultos que
mandam. Pamela nota que os franceses conseguem balancear admiravelmente suas
necessidades e as das crianças, não se acorrentam a um falso conceito de pais
perfeitos e, ainda assim, são atentos, carinhosos e criam filhos educados e
felizes.
Crianças francesas não fazem manha, resultado da observação
de anos da autora, é um relato inteligente, bem-humorado e ao mesmo tempo
bem-fundamentado dos segredos dos franceses para ter filhos criativos e
educados — e também um manual para os pais não se tornarem escravos de pequenos
tiranos.
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