Quando os revolucionários entram no enorme palácio em ruínas
encontram o corpo do ditador em decomposição numa emaranhada anarquia onde se
misturam o passado e o presente. Um presente já perdido e desfeito, um passado
de uma riqueza inimaginável num palácio pejado de ministros, guarda-costas e
criados que mantinham o ditador precariamente equilibrado no poder, e também
uma imensidão de mulheres e crianças e um sósia cuja perfeição provocava graves
crises de identidade em ambos. A atmosfera é de sonho, mesmo de pesadelo, real,
vibrante e sensualmente exacta, ao mesmo tempo vaga e inacreditável. Um romance
extraordinário, uma escrita densa, rica e brilhante por um dos mais originais e
dotados escritores do nosso tempo.
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