O livro acompanha quatro gerações de uma família de
camponeses do singelo vilarejo de Ein Hod, no norte de Israel, desde a sua
expulsão pelos israelitas em 1948 até o século XXI. Em meio ao caos que
sobreveio à auto-declaração do Estado de Israel, uma jovem mãe berbere tem seu
filho mais novo raptado por um soldado, que deseja presentear o bebê à esposa
judia, devolvendo-lhe assim o alento perdido num campo de concentração. Eis o
início de uma história marcada por perdas e humilhações, narrada sobretudo a
partir da perspectiva de Amal (“esperança”), irmã mais nova do menino
desaparecido, nascida no campo de refugiados de Jenin. Mais tarde, os irmãos
serão reunidos pelas circunstâncias da guerra, mas infelizmente lutarão em
lados opostos. Assim, a mãe que enlouquece de tristeza ao ter seu filho
brutalmente arrancado de seus braços torna-se um arquétipo da história da
própria Palestina.
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