Ailton Krenak nasceu na região do vale do rio Doce, um lugar
cuja ecologia se encontra profundamente afetada pela atividade de extração
mineira. Neste livro, o líder indígena critica a ideia de humanidade como algo
separado da natureza, uma "humanidade que não reconhece que aquele rio que
está em coma é também o nosso avô".
Essa premissa estaria na origem do desastre socioambiental
de nossa era, o chamado Antropoceno. Daí que a resistência indígena se dê pela
não aceitação da ideia de que somos todos iguais. Somente o reconhecimento da
diversidade e a recusa da ideia do humano como superior aos demais seres podem
ressignificar nossas existências e refrear nossa marcha insensata em direção ao
abismo.
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