“Há pessoas cujas vidas imploram para ser escritas. O
problema é que, para que isso aconteça, essa pessoa precisa estar viva. E
Barbara Gancia preferia flertar com a morte, a bordo de copos e mais copos e ao
volante de carros suicidas. Em sua fase de esbórnia, Barbara viveu vários
filmes de ação, cheios de alçapões invisíveis, quedas no abismo e ataques de
ratos. Mas nenhum tão emocionante quanto sua luta pela sobriedade. Um dia,
finalmente, depois de muitas recaídas, Barbara conseguiu parar a história. O
resultado é A saideira, um livro que só ela poderia ter escrito. E cuja leitura
encerra lições para todos nós que, tantas vezes, achamos que os prazeres que a
vida nos oferecia estavam sendo dados de graça.” – Ruy Castro, escritor.
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