Ao encontrar o escritor judeu nova-iorquino Richard Zimler
em 2000, Sana, uma palestina nascida na véspera da criação do Estado de Israel,
conta sobre a forte impressão que o livro ‘O último cabalista de Lisboa’ lhe
causara. Um dia depois, ela se mata. Decidido a buscar o passado da leitora,
Zimler chega a Helena, uma amiga de infância de Sana. Zimler é também o
protagonista desta poderosa ficção, o investigador e o narrador que nos fazem
entender o trágico destino de Sana. ‘À Proura de Sana’ é um thriller em que
cada detalhe revela o cotidiano da guerra entre árabes e judeus e o
fundamentalismo das atitudes radicais dos dois povos, captado pelo olhar de um
grande ficcionista.
Na colônia portuguesa de Goa, no final do séc. XVI, a
Inquisição fazia enormes progressos na sua missão de impedir todos os ‘bruxos’
– quer fossem nativos hindus, quer imigrantes judeus – de praticarem as suas
crenças tradicionais. Os que se recusavam a denunciar outros ou a renunciar à
sua fé eram estrangulados por carrascos ou queimados em autos-de-fé. Ao viver
nos limites do território colonial, a família Zarco consegue manter firmes as
suas raízes luso-judaicas. Tiago e a irmã, Sofia, gozam uma infância tranquila,
aprendendo com o pai a ilustrar manuscritos e mergulhando no caos inebriante
das festividades hindus celebradas pela sua amada cozinheira Nupi. Quando as
crianças atingem a idade adulta, a família é destroçada quando primeiro o pai e
depois o filho são presos pela Inquisição. Mas quem poderia tê-los traído? De
um rigor histórico notável, Goa ou O Guardião da Aurora é simultaneamente um
policial histórico absorvente e, na sua profunda exploração da natureza do mal,
uma poderosa reinterpretação do Othello de Shakespeare.
No início do século XIX, em Portugal, John Zarco Stewart,
filho de uma judia portuguesa e de um escocês, é uma criança endiabrada,
sensível e profundamente curiosa, herdeira involuntária de uma fé amortalhada
em três séculos de secretismo. Mas um período de perda e amargas revelações põe
um fim abrupto à sua inocência, e só a misteriosa interferência de um mágico
estrangeiro, trazido de África para o Porto pelo pai, consegue salvá-lo:
Meia-Noite, um curandeiro africano e antigo escravo, que se tornará no maior
amigo de John e determinará o curso do seu destino. Quando as tropas de
Napoleão invadem Portugal, a violência irrompe de novo na frágil paz de John e
marca a sua passagem para a vida adulta com novas e devastadoras perdas; mas
dos escombros surge a revelação, à medida que John Stewart descobre as verdades
e mentiras escondidas por aqueles que mais amava e em quem mais confiava, e o
acto de imperdoável traição que destruiu a sua família – e a sua fé.
A cidade está prestes a passar por um dos momentos mais
tristes de sua história. Milhares de judeus, que já haviam sido convertidos à
força ao catolicismo, são perseguidos por fanáticos religiosos que os acusam de
atrair a seca e a peste que assolam Portugal, prenúncio de uma época de
perseguição religiosa instaurada pela Inquisição. Reinava então D. Manuel I, o
Venturoso, e os frades incitavam o povo à matança. Dois mil cristãos-novos
foram vítimas de um massacre em Lisboa durante as comemorações da Páscoa de
Abril de 1506.
Início dos anos 1940. Os nazistas encerram milhares de
judeus numa pequena área da capital da Polônia. Uma ilha urbana isolada do
mundo exterior. Erik Cohen, um velho psiquiatra, é forçado a se mudar para o
gueto com uma sobrinha e o sobrinho-neto de 9 anos, Adam. Mas numa manhã de
frio cortante, o menino desaparece. E reaparece morto. O corpo encontrado no
arame farpado. Uma das pernas cortada e um pequeno pedaço de cordel deixado na
sua boca. Em breve outro cadáver aparece — desta vez o de uma jovem, a quem foi
cortada uma das mãos. E as provas começam a apontar para um traidor judeu que
atrai crianças para a morte. Inconsolável, Erik se une ao amigo de infância,
Izzy, para tentar descobrir o assassino. Uma investigação que esbarra na
própria falta de liberdade de ambos, no descaso das autoridades alemãs. Outro
aspecto da obra magistral de Zimler: a vida do gueto, com todas as suas
dificuldades. As tentativas de manter a normalidade face ao trabalho, a
cultura, a vida familiar, a prática religiosa. OS ANAGRAMAS DE VARSÓVIA é um
thriller histórico profundamente comovente e sombrio. Uma viagem aos recantos
mais proibidos de Varsóvia e aos mais heróicos recantos do coração humano.







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