Livros ** Loureiro: Richard Zimler (5 livros)



quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Richard Zimler (5 livros)



Ao encontrar o escritor judeu nova-iorquino Richard Zimler em 2000, Sana, uma palestina nascida na véspera da criação do Estado de Israel, conta sobre a forte impressão que o livro ‘O último cabalista de Lisboa’ lhe causara. Um dia depois, ela se mata. Decidido a buscar o passado da leitora, Zimler chega a Helena, uma amiga de infância de Sana. Zimler é também o protagonista desta poderosa ficção, o investigador e o narrador que nos fazem entender o trágico destino de Sana. ‘À Proura de Sana’ é um thriller em que cada detalhe revela o cotidiano da guerra entre árabes e judeus e o fundamentalismo das atitudes radicais dos dois povos, captado pelo olhar de um grande ficcionista.
Na colônia portuguesa de Goa, no final do séc. XVI, a Inquisição fazia enormes progressos na sua missão de impedir todos os ‘bruxos’ – quer fossem nativos hindus, quer imigrantes judeus – de praticarem as suas crenças tradicionais. Os que se recusavam a denunciar outros ou a renunciar à sua fé eram estrangulados por carrascos ou queimados em autos-de-fé. Ao viver nos limites do território colonial, a família Zarco consegue manter firmes as suas raízes luso-judaicas. Tiago e a irmã, Sofia, gozam uma infância tranquila, aprendendo com o pai a ilustrar manuscritos e mergulhando no caos inebriante das festividades hindus celebradas pela sua amada cozinheira Nupi. Quando as crianças atingem a idade adulta, a família é destroçada quando primeiro o pai e depois o filho são presos pela Inquisição. Mas quem poderia tê-los traído? De um rigor histórico notável, Goa ou O Guardião da Aurora é simultaneamente um policial histórico absorvente e, na sua profunda exploração da natureza do mal, uma poderosa reinterpretação do Othello de Shakespeare.
No início do século XIX, em Portugal, John Zarco Stewart, filho de uma judia portuguesa e de um escocês, é uma criança endiabrada, sensível e profundamente curiosa, herdeira involuntária de uma fé amortalhada em três séculos de secretismo. Mas um período de perda e amargas revelações põe um fim abrupto à sua inocência, e só a misteriosa interferência de um mágico estrangeiro, trazido de África para o Porto pelo pai, consegue salvá-lo: Meia-Noite, um curandeiro africano e antigo escravo, que se tornará no maior amigo de John e determinará o curso do seu destino. Quando as tropas de Napoleão invadem Portugal, a violência irrompe de novo na frágil paz de John e marca a sua passagem para a vida adulta com novas e devastadoras perdas; mas dos escombros surge a revelação, à medida que John Stewart descobre as verdades e mentiras escondidas por aqueles que mais amava e em quem mais confiava, e o acto de imperdoável traição que destruiu a sua família – e a sua fé.
A cidade está prestes a passar por um dos momentos mais tristes de sua história. Milhares de judeus, que já haviam sido convertidos à força ao catolicismo, são perseguidos por fanáticos religiosos que os acusam de atrair a seca e a peste que assolam Portugal, prenúncio de uma época de perseguição religiosa instaurada pela Inquisição. Reinava então D. Manuel I, o Venturoso, e os frades incitavam o povo à matança. Dois mil cristãos-novos foram vítimas de um massacre em Lisboa durante as comemorações da Páscoa de Abril de 1506.
Início dos anos 1940. Os nazistas encerram milhares de judeus numa pequena área da capital da Polônia. Uma ilha urbana isolada do mundo exterior. Erik Cohen, um velho psiquiatra, é forçado a se mudar para o gueto com uma sobrinha e o sobrinho-neto de 9 anos, Adam. Mas numa manhã de frio cortante, o menino desaparece. E reaparece morto. O corpo encontrado no arame farpado. Uma das pernas cortada e um pequeno pedaço de cordel deixado na sua boca. Em breve outro cadáver aparece — desta vez o de uma jovem, a quem foi cortada uma das mãos. E as provas começam a apontar para um traidor judeu que atrai crianças para a morte. Inconsolável, Erik se une ao amigo de infância, Izzy, para tentar descobrir o assassino. Uma investigação que esbarra na própria falta de liberdade de ambos, no descaso das autoridades alemãs. Outro aspecto da obra magistral de Zimler: a vida do gueto, com todas as suas dificuldades. As tentativas de manter a normalidade face ao trabalho, a cultura, a vida familiar, a prática religiosa. OS ANAGRAMAS DE VARSÓVIA é um thriller histórico profundamente comovente e sombrio. Uma viagem aos recantos mais proibidos de Varsóvia e aos mais heróicos recantos do coração humano.

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