Livros ** Loureiro: Michael Pollan (4 livros)



quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Michael Pollan (4 livros)



Nos dias de hoje, diante de uma vida atribulada, as pessoas pensam cada vez mais em comida, embora dediquem cada vez menos tempo ao preparo de suas refeições. Preocupam-se com a quantidade de calorias ingeridas e com a qualidade dos ingredientes, mas reservam mais horas para assistir aos programas de culinária na TV do que efetivamente passam dentro da cozinha. E enchem a despensa com produtos industrializados supostamente ‘saudáveis’. Nesse cenário tão contraditório, o escritor Michael Pollan convida o leitor a redescobrir a experiência fascinante de transformar os alimentos. A partir dos quatro elementos da natureza – fogo, água, ar e terra -, ele nos mostra o calor ancestral do churrasco, o caldo perfumado dos assados de panela, a leveza dos pães integrais e a magia da fermentação de um chucrute. Ao relatar suas experiências pessoais com os processos de preparação da comida, Pollan mergulha numa história tão antiga quanto a da própria humanidade e propõe uma redescoberta de sabores e valores esquecidos. Cozinhar é, ao mesmo tempo, investigação científica e narrativa pessoal, guia pragmático sobre o preparo de alimentos e reflexão filosófica sobre a transformação da natureza. Partindo do trabalho de filósofos e antropólogos, Pollan ressalta que o ato de cozinhar é um dos fatores que definem a espécie humana. Ao aprender a usar o fogo para preparar alimentos, nossos ancestrais abriram caminho para o desenvolvimento da civilização. E ele alerta – precisamos reconquistar o território da cozinha. Com isso, reforçamos vínculos comunitários e familiares e, ao mesmo tempo, damos um passo importante para tornar nosso sistema alimentar mais saudável e sustentável.
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Neste manifesto a favor de uma alimentação de verdade, Michael Pollan nos prova que, em vez de alimentos, somos levados a ingerir 'substâncias comestíveis parecidas com comida'. O autor denuncia as razões para nossa alimentação se basear em produtos processados colocados à disposição de acordo com as prioridades da agroindústria e da indústria alimentícia, e conforme os dogmas da ciência da nutrição. Pollan investiga também os motivos de a maior parte dos alimentos da dieta ocidental ser comercializada com destaque de seus benefícios à saúde. Hoje os comestíveis anunciam 'vitaminas', 'baixo teor de gordura' ou 'enriquecimento' com ômega-3, ferro, magnésio, soja - e uma série de elementos pretensamente saudáveis, que variam conforme campanhas de marketing fundamentadas em diretrizes econômicas e/ou governamentais. 'Em defesa da comida' ressalta que esse deve ser o primeiro sinal de alerta. Afinal, quatro das dez principais causas de morte na atualidade são doenças crônicas ligadas à alimentação - distúrbios coronarianos, diabetes, AVC e câncer.
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As prateleiras de um supermercado - estágio final de nossa cadeia alimentar - são o ponto de partida escolhido pelo escritor e jornalista americano Michael Pollan para a viagem de investigação empreendida em O dilema do onívoro . O leitor é convidado a perfazer o caminho inverso - reconstituindo o trajeto dos alimentos, desde o prato à nossa mesa até a sua origem derradeira - o solo. Quanto mais longo e intrincado é o percurso que liga as duas pontas dessa cadeia altamente industrializada, argumenta o autor, mais ignorantes nós nos tornamos a respeito do que, em última análise, estamos comendo. Afinal, que mistérios estão por trás de um simples item de um cardápio de fast-food, como, por exemplo, um McNugget? Para responder a essa e outras perguntas, Pollan armou-se da obstinação e do espírito meticuloso que caracterizam os grandes repórteres investigativos. O jornalista leva o leitor a explorar, não apenas intelectualmente, mas sensorialmente, todas as implicações - éticas e ecológicas, econômicas e políticas - relacionadas ao ato de se produzir e consumir um alimento. O resultado da investigação - um misto de reportagem, ensaio e depoimento pessoal - surpreenderá os leitores ao revelar que a aparente variedade dos modernos supermercados esconde uma alarmante uniformidade imposta pela superprodução industrial. Para chegar a um diagnóstico sobre o que considera a atual desordem alimentar, Michael Pollan investiga três mundos diferentes - o do cultivo e produção de alimentos em escala industrial, o do florescente negócio da agricultura orgânica - com o que tem de promissor e de enganoso - e aquele ligado à caça e à coleta. Neste último, ensaia uma volta, em pleno século XXI, à atividade primeira do Homo sapiens, o onívoro por natureza que todos nós somos.
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Escrito com a concisão, a sabedoria e a clareza que se tornaram marcas registradas de Michael Pollan, esse manual estabelece uma série de regras simples e fáceis de memorizar para comer com sabedoria – uma por página, seguida de uma breve explicação quando necessário.
Pollan elegeu os princípios básicos que devem nortear a dieta equilibrada e dividiu as regras da alimentação saudável em três categorias. A primeira, "O que devo comer? Coma comida de verdade", destina-se a distinguir o que é comida saudável das "substâncias comestíveis parecidas com comida", que fazem adoecer e engordar. "Que tipo de comida devo comer? Principalmente vegetais" esclarece distinções entre os variados tipos de alimentos e questões como o consumo de carne – que não precisa ser banida da dieta. Na terceira parte, "Como devo comer? Pouco", ele aborda as estratégias para se chegar à maneira correta de se alimentar com dicas que visam a evitar os excessos responsáveis pelo sobrepeso e suas consequências.
Sucinto e prático, o livro Regras da comida: um manual da sabedoria alimentar prova que comer bem pode ser fácil e muito prazeroso.

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