A história dos amores e dos
desencontros das órfãs Clara e Guida educadas por um velho pároco, no cenário
da vida campestre portuguesa do século XIX. Cenário este, povoado por
personagens cuja bondade só é maculada pelo moralismo quase ingênuo de “comadres
intriguistas” que contribuem para o conflito amoroso.
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Uma Família Inglesa conta a
história de amor conflituosos entre Carlos Whitestone – filho de uma família de
comerciantes ingleses – e de Cecília, a filha do contador da loja dos Whitestone,
num romance que tem como pano, a cidade do Porto do século XIX e que tem um
enredo similar ao da Cinderela.
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A História de Henrique de
Souselas, órfão rico residente em Lisboa, que aborrecido com o tédio da sua
vida citadina, resolve ir repousar em uma aldeia minhota na casa da sua tia
Doroteia. Aí se restabelece e conhece Madalena, a bela, elegante, inteligente e
enérgica “morgadinha”, e apaixona-se por ela. No entanto, este amor não é
correspondido, apesar de todos os seus avanços.
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Conta a história dos
“fidalgos de Vilar dos Corvos”, uma família abalada por várias tragédias que
vive numa antiga mansão antiga localizada no Alto Minho, apelidada de “Casa
Mourisca”.
Mostra uma sociedade em
mudança: de um lado, um velho solar quase desabitado, propriedade de uma
aristocracia em decadência, representado por D. Luís, o dono da “Casa
Mourisca”, do outro, uma nova burguesia rural, representada por Tomé da Póvoa,
um antigo empregado de D. Luís que enriquecera.
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Coletânea de todos os poemas
de Júlio Dinis, escritos ao longo da sua vida, com anotações do próprio autor a
explicar ou a justificar alguns poemas.
Júlio Dinis, nunca publicou
um livro de poemas em vida, apesar de os escrever esporadicamente para jornais
ou folhetins. Não foi, porém, com grande surpresa, que três anos após o seu
falecimento, em 1874, tenha sido publicado o livro “Poesias” que reúne mais de
100 poesias escritas por Júlio Dinis ao longa da sua vida, incluindo a
juventude.
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Publicado pela primeira vez
em 1870, a obra “Serões da Província” é uma compilação de contos e curtas
novelas que Júlio Dinis publicou em folhetim no Jornal do Porto, entre 1862 e
1864.
Os temas e motivos destes
contos e novelas são predominantes os mesmos que se encontram na obra romanesca
do autor e que o definem. Júlio Dinis viu sempre o mundo pelo prisma da
fraternidade, do optimismo, dos sentimentos sadios do amor e da esperança e
isso reflete-se na sua obra escrita.
“O Espólio do Senhor
Cipriano”, conta-se a história de Cipriano Martins, um homem com fama de
avarento que, na hora da sua morte, deixa a irmã sem meios para lhe
providenciar um funeral condigno.
“As Apreensões de uma Mãe”
narra a história de amor entre dois enamorados separados pelo estatuto social e
pelas oposição D. Margarida, preocupada com o futuro académico do seu filho
Tomás.
“Os Novelos da Tia Filomela”
é uma história de superstições populares acerca de uma mulher injustamente acusada
de ser uma bruxa.
“Uma Flor entre o Gelo”
aborda o caso curioso da loucura de um velho médico apaixonado, que decai da fé
positiva na medicina na procura do elixir da longa vida.
“O Canto da Sereia” conta a
história de um jovem pescador que se apaixona por uma voz que lhe chega do mar
em noites tormentosas.
A novela “Justiça de Sua
Majestade” tem uma particularidade: foi a primeira novela escrita por Júlio
Dinis, em 1858, quando tinha 19 anos. O seu editor da altura, no entanto, não
gostou da história e negou-se a publica-lo. Tal facto desencorajou Júlio Dinis
de tal maneira que só apresentaria um novo romance (As Pupilas do Senhor
Reitor) dez anos depois. A história seria depois acrescentada a “Serões da
Província” a partir da terceira edição, já depois da morte prematura de Júlio
Dinis e a pedido do pai dele. A ação da história gira em torno de encontros
amorosos e fugazes, mas intensos, que ocorrem entre dois casais na corte da
rainha D. Maria II.







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