Livros ** Loureiro: Ernest Hemingway (8 livros)



terça-feira, 17 de novembro de 2015

Ernest Hemingway (8 livros)



Publicado em 1929, Adeus às Armas é o segundo romance do escritor norte-americano Ernest Hemingway. O livro tem como tema central a paixão de Frederic Henry – que se alista no exército italiano como motorista de ambulância – pela enfermeira Catherine Barkley.
Narrado em primeira pessoa, Adeus às Armas revela-se uma obra como poucas, aclamada pela crítica como o melhor livro de ficção produzido sobre a Primeira Guerra Mundial. Hemingway conduz a narrativa de forma dinâmica, ressaltando o teor dramático da trama e proporcionando ao leitor algumas das páginas mais românticas e comoventes da literatura ocidental.
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Surgido postumamente, em 1964, o livro traz as memórias parisienses do escritor americano Ernest Hemingway (1899-1961), que fez da cidade o palco de seu aprendizado literário. O livro refere-se aos tumultuados, loucos e felizes anos 20, e rememora a época, com revelações indiscretas sobre F. Scott Fitzgerald e sua esposa Zelda.
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O romance se passa na Côte d’Azur durante a década de 20, e conta a história de um jovem escritor americano, sua encantadora esposa e os perigosos jogos eróticos que ambos começam a praticar quando se apaixonam pela mesma mulher.
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As personagens que encontramos nesta obra de Ernest Hemingway são o retrato da chamada Geração Perdida, os trintões dos anos 20, que vivem num mundo ainda devastado pela Primeira Guerra Mundial e este romance torna-se num romance de culto para os jovens, do período entre as duas Guerras Mundiais. Um grupo de americanos e ingleses auto-exila-se em Paris na tentativa de dar às suas vidas algum sentido. Nos anos 20 Paris fervilhava e era conhecida a boémia esfuziante dos seus cafés e da sua intelectualidade. Facilmente nos poderíamos cruzar com pessoas como Picasso, Miró, Matisse, James Joyce ou o próprio Ernest Hemingway entre outros. E é neste meio que se movimentam as várias personagens deste romance como por exemplo Jack Barnes, o narrador, que viu a sua sexualidade devastada numa trincheira, durante a guerra, a frívola Lady Ashley que só pensa no prazer carnal, o seu amante, o toureiro Pedro Romero, o judeu auto-piedoso Robert Cohen, etc. No entanto, se muitos consideram a vida em Paris muito interessante, outros acham-na vazia e fútil e procuram refugiar-se no universo mais tradicional de Espanha.
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Essa é a história de um homem que convive com a solidão do alto-mar, com seus sonhos e pensamentos, sua luta pela sobrevivência e sua inabalável confiança na vida. Esse é o fio do enredo – fio tenso como o que prende na ponta da linha o grande peixe que acaba de ser pescado – com o qual Hemingway arma uma das mais belas obras da literatura contemporânea. Há 84 dias que Santiago, um velho pescador, não apanhava um único peixe. Por isso já diziam se tratar de um salão, ou seja, um azarento da pior espécie. Mas Santiago possui têmpera de aço, acredita em si mesmo, e parte sozinho para o mar alto, munido da certeza de que, desta vez, será bem- sucedido no seu trabalho.
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Do outro lado do rio, entre as árvores, considerado um dos melhores romances de Ernest Hemingway, recria episódios da Segunda Guerra Mundial, narrados por uma personagem muito ao gosto de Hemingway, o coronel Cantwell, velho combatente que passa as últimas vinte e quatro horas da vida na estranha e bela cidade de Veneza. É o relato de um mundo violento e conturbado pelos olhos de um homem que vai morrer.
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Esta comovente história, cujo pano de fundo é a Guerra Civil Espanhola, narra três dias na vida de um americano que se ligara à causa da legalidade na Espanha. Hemingway conseguiu que seus leitores sentissem que o ocorrido no país ibérico em 1937 era apenas um aspecto da crise do mundo moderno. A trama gira em torno de Robert Jordan, o americano integrante das Brigadas Internacionais, que luta ao lado do governo democrático e republicano, recebendo a missão de dinamitar uma ponte. Com ele está um grupo de guerrilheiros/ciganos integrado por Pilar, mulher com extraordinária força de vontade, o perigoso Pablo e a bela Maria. A relação entre Robert e Maria acabou por se tornar uma das mais inesquecíveis histórias de amor da literatura moderna e do cinema.
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Misturando ficção e autobiografia, Hemingway nos brinda com Verdade ao Amanhecer, auto-retrato bastante revelador e crônica dramática de seu último safári na África. Escrito em 1953, quando voltava de uma temporada no Quênia, a obra tece uma história rica em humor e beleza.
Verdade ao Amanhecer começa no momento em que Pop, famoso caçador, entrega a Hemingway a responsabilidade pela área de caça onde está seu safári. O fato coincide com rumores de que o território poderá ser atacado por uma organização africana que se opõe ao poder colonial dos ingleses. Enquanto o ataque não vem, Mary, a esposa de Hemingway, empenha-se em caçar um leão pelo qual está obcecada.
Acrescentando ao seu dramático painel humano pinceladas de fino humor, Hemingway captura a excitação da caça aos grandes animais selvagens, assim como a incomparável beleza do cenário africano, as grandes planícies cobertas de neblina cinzenta, o perfil de zebras e gazelas contra o horizonte, gritos de hiena ferindo a noite escura e gelada. Nesta obra, o autor satiriza, entre outras coisas, o papel da religião organizada na África. Reflete também sobre o próprio ato de escrever e sobre o papel do autor no estabelecimento da verdade.

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