Este não é um livro sobre corrida, embora se passe entre
treinos e competições. É sobre gente. Na verdade, um tipo muito especial de
gente. O esporte é o pano de fundo, mas o que está em jogo é muito mais do que
isso. São histórias de competição, superação e camaradagem. Em outubro de 2006,
o empresário Amílcar Lopes Jr., o Portuga, realizou um feito memorável ao
completar a Maratona de Chicago em 2 horas 43 minutos e 50 segundos. A marca,
extraordinária para um amador, fez dele uma espécie de lenda no circuito dos
corredores de rua de São Paulo. Desde aquele momento, Portuga se tornou o homem
a ser batido. O circuito das maiores maratonas do mundo – Berlim, Boston,
Chicago, Nova York e Paris – é o cenário ideal para a busca pelo recorde. Lelo,
Guto e Tomás correm o mundo, literalmente, para derrubar o Portuga. A esse
grupo junta-se mais tarde Felipe Wright e sua obsessão em terminar uma maratona
abaixo de 3 horas. E ele chegou lá, com a ajuda de um amigo capaz de um gesto
de pura e comovedora nobreza.
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