Uma
história do cotidiano durante a Primeira Guerra Mundial pela voz de dezenove
pessoas resgatadas do anonimato.
Nesta
história tão ambiciosa quanto original da Primeira Guerra, Peter Englund aborda
o conflito a partir de seu aspecto menos explorado, mas talvez mais revelador:
a experiência das pessoas comuns - não apenas a tragédia e a dor, mas também o
absurdo e mesmo, por vezes, a beleza dessas vidas.
A beleza e
a dor não é, assim, um livro sobre o que foi a Primeira Guerra - ou seja, suas
causas, seu desenrolar, seu final ou suas consequências -, mas antes sobre como
foi esse conflito. O leitor nele não encontrará tantos eventos e processos, mas
sim pessoas, impressões, experiências ou estados de ânimo. Uma reconstituição
do mundo emocional em primeiro lugar, depois o curso dos acontecimentos.
A narrativa
é composta a partir da voz de dezenove indivíduos, todos resgatados do
anonimato por meio dos diários e das cartas que Peter Englund usou como fonte
primária de sua pesquisa. Entre eles há um jovem da infantaria britânica que
pensava em emigrar até que a guerra lhe ofereceu uma "promessa de
mudança"; um bem intencionado funcionário público francês de meia-idade
que tem sua admiração pela cultura europeia para sempre abalada; um escritor socialista
que perdeu a fé na transformação do mundo com a eclosão do conflito; uma garota
de doze anos que aguarda ansiosa as vitórias militares, pois elas significam a
mudança de rotina na escola.
Alguns
viviam no front Oeste, outros nos Bálcãs, outros ainda na África Oriental ou na
Mesopotâmia. Dois morrerão, um jamais ouvirá o disparo de um tiro; alguns se
tornarão prisioneiros de guerra; outros serão condecorados como heróis. Mas
apesar de suas diversas ocupações e destinos, gênero ou nacionalidade, todos
estarão unidos por seu envolvimento - voluntário ou não - no grande e terrível
conflito que mudou os rumos do século XX.
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