"Ler Roudinesco é uma tarefa urgente." Catherine
Clément, Le Magazine Littéraire Príncipe dos perversos, marquês de Sade
defendia uma ruptura com as leis que regem a sociedade ao divulgar em seus
livros a sodomia, o incesto e o crime. Rudolf Höss, o comandante de Auschwitz,
contou sem reservas como se tornou o maior chacinador de todos os tempos.
Liduína de Schiedam, canonizada em 1890, por décadas impôs a seu corpo
terríveis sofrimentos. Nesse livro, a prestigiada historiadora e psicanalista Elisabeth
Roudinesco apresenta e interpreta a história dos perversos no Ocidente através
de suas figuras emblemáticas: de Barba Azul e os santos místicos na Idade
Média, ao fenômeno do nazismo, dos pedófilos e terroristas nos dias de hoje.
Mostra como a perversão, definida em cada época de um modo diverso, exibe o que
não cessamos de dissimular: a parte obscura de nós mesmos, a negatividade
presente em cada um. E ainda reflete sobre a sua erradicação. Eliminar a
perversão não seria destruir a distinção entre bem e mal que fundamenta a
civilização?
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