Um livro de memórias bem-humorado e sensível.
No dia em que Anthony Doerr e a esposa voltam da maternidade
com seus gêmeos recém-nascidos, ele descobre que recebeu um prêmio da Academia
Americana de Artes e Letras, o Rome Prize, que inclui ajuda de custo, um
apartamento e um estúdio para escrever na Itália. Quatro estações em
Romanasceu das memórias do ano que o autor passou na cidade com a esposa e
os filhos.
Vindo do interior dos Estados Unidos, o estranhamento de
Doerr com o novo país começa logo na chegada: a cozinha do apartamento não tem
forno. As janelas não têm telas. Ao contrário do que ocorre nos Estados Unidos,
as verduras e frutas são vendidas em feiras ao ar livre, e não em um
supermercado. Para Doerr, Roma é um mistério: um outdoor de uma marca de roupas
tremulando na fachada de uma igreja de quatrocentos anos, uma construção comum
ao lado de uma obra-prima da arquitetura. Em meio a tudo isso, ele cuida dos
filhos, lida com uma insônia que parece não ceder e tenta, sem muito sucesso,
escrever um novo romance — Toda luz que não podemos ver, lançado
sete anos mais tarde e que acabaria rendendo ao autor o Pulitzer de ficção.
***
Um romance sobre
autopreservação e generosidade em meio às atrocidades de uma guerra que jamais
deve ser esquecida.
Marie-Laure vive em Paris, perto do Museu de História
Natural, onde seu pai é o chaveiro responsável por cuidar de milhares de
fechaduras. Quando a menina fica cega, aos seis anos, o pai constrói uma
maquete em miniatura do bairro onde moram para que ela seja capaz de memorizar
os caminhos. Na ocupação nazista em Paris, pai e filha fogem para a cidade de
Saint-Malo e levam consigo o que talvez seja o mais valioso tesouro do museu.
Em uma região de minas na Alemanha, o órfão Werner cresce com a irmã mais nova,
encantado pelo rádio que certo dia encontram em uma pilha de lixo. Com a
prática, acaba se tornando especialista no aparelho, talento que lhe vale uma
vaga em uma escola nazista e, logo depois, uma missão especial: descobrir a
fonte das transmissões de rádio responsáveis pela chegada dos Aliados na
Normandia. Cada vez mais consciente dos custos humanos de seu trabalho, o rapaz
é enviado então para Saint-Malo, onde seu caminho cruza o de Marie-Laure,
enquanto ambos tentam sobreviver à Segunda Guerra Mundial







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