Quem lê as primeiras páginas de A identidade Bourne não tem
como resistir ao restante da trama costurada por Robert Ludlum, um mestre das
histórias de espionagem internacional. O autor prende o leitor desde as
primeiras linhas pela tensão máxima, tornando-o refém de sua habilidade. Jason
Bourne, o personagem central do thriller, é um homem que sofre um atentado em
uma embarcação, é jogado no Mediterrâneo e acaba na costa francesa,
sobrevivendo milagrosamente. Descobrindo-se com amnésia, Bourne busca
desesperadamente encontrar o passado. As pistas vão surgindo em conta-gotas,
mas cada uma delas, em vez de apontar numa direção, abre novos e amplos leques
de possibilidades. Seria Bourne um frio assassino internacional, rival de
Carlos, o Chacal, e correndo sério risco de vida? Como em um jogo de
"ligue os pontos", Bourne vai tentando com muita dificuldade desenhar
seu próprio perfil. Algumas pistas brotam misteriosamente de seu inconsciente,
como as palavras que pronuncia durante uma luta: Tao! Che-Sah! Me-sah! Outras
surgem das informações que vai recolhendo: alfa, bravo, Caim, Stuttgart,
Munique, 8 assassinatos... Primeiro thriller de uma trilogia que prossegue com
The Bourne Supremacy e The Bourne Ultimatum, A identidade Bourne tem todos os
ingredientes de um filme de ação. Até em simples diálogos, Ludlum consegue
manter retesado o fio da tensão. E por isso mesmo a história já foi transposta
para a tela grande, em filme dirigido por Roger Young e protagonizado por
Richard Chamberlain.
* * *
Em ‘A supremacia Bourne’, de Robert Ludlum, o ex-agente
secreto David Webb, ainda se recuperando de uma traumática perda de memória,
precisa retomar a identidade do perigoso matador Jason Bourne, que encarnou no
passado. Se no primeiro livro um homem desmemoriado é perseguido por matadores
profissionais e descobre que seu nome pode ser Jason Bourne, um notório
assassino, neste, o herói retoma sua verdadeira identidade vivendo
pacificamente como o professor David Webb, de uma pequena universidade do Maine,
nos Estados Unidos. Até que Jason Bourne volta a matar em Hong Kong. Trata-se
de um plano de uma alta e corrupta autoridade chinesa que contrata um impostor
para espalhar o pânico assumindo a personalidade do matador famoso em todo o
Extremo Oriente e exterminando figuras-chave da região. Uma situação explosiva
de política internacional que pode deflagrar um conflito entre Estados Unidos e
China.
* * *
Suspense, tensão e sobretudo muita ação, ‘O ultimato de
Bourne’ reúne as melhores características de Robert Ludlum, envolvendo o leitor
à medida que o cerco se aperta, a cada passo mortal dado pelos dois rivais.
Apenas dois homens conhecem o segredo da verdadeira identidade de Jason Bourne,
o homem do Serviço de Inteligência treinado no Vietnã, entre os matadores da
organização chamada Medusa. Um terceiro homem nada sabe, mas tem uma obsessão –
matá-lo. Não fosse ele o matador profissional mais procurado do mundo; Carlos,
o Chacal. Depois da guerra, Jason Bourne foi dado por morto para que seu
verdadeiro eu – o professor David Webb – pudesse continuar vivendo. Agora, no
entanto, Bourne tem que ressurgir. Através de uma cilada, Chacal mandou seu
aviso. Ele sabe que seu poderoso rival está vivo. A caçada vai recomeçar. Um
dos dois terá que morrer. O Chacal está de volta, sedento de um sangue muito particular:
o do agente Jason Bourne, que deixou sua carreira para estabelecer-se, casado e
com outro nome, como professor. Por sua vida e pela de seus familiares, Bourne
terá de correr o enorme risco de renascer.







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