Livros ** Loureiro: Yasunari Kawabata



sexta-feira, 14 de junho de 2013

Yasunari Kawabata










Beleza e Tristeza – Yasunari Kawabata:
Nesta história de paixão, ao mesmo tempo lírica e aterradora, narrada com a mais desconcertante serenidade, Oki Toshio, um escritor de meia-idade, faz uma viagem nostálgica a Kyoto para ouvir os sinos dos templos soarem na noite do Ano Novo. É movido também por outro desejo: reencontrar Otoko, que fora sua amante vinte e quatro anos antes e que agora é uma pintora de renome.
Ainda muito bonita, ela vive num monastério com sua pupila Keiko, jovem de temperamento intensamente amoral e apaixonado. À medida que a vida dos três se entrelaça irremediavelmente, Keiko torna-se a principal agente de destruição deste vasto e inquietante drama de vingança.
Mesclam-se aqui penetrantes observações psicológicas e um questionamento profundo sobre o sentido da arte e da literatura, bem como evocações surpreendentemente poéticas dos jardins e monastérios do velho Japão. Beleza e tristeza é uma meditação sutil sobre temas caros ao autor: a solidão e a morte, o amor e o erotismo.
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A casa das belas adormecidas – Yasunari Kawabata:
Eguchi é um senhor de 67 anos que visita um hotel no qual moças são dopadas e pagas para passar a noite com velhos que “deixaram de ser homens”, nas palavras do prórpio personagem. Todas as meninas eram virgens, e a condição da casa é que nenhuma delas poderia ser corrompida pelos visitantes. Elas dormiam nuas e profundamente no quarto enquanto os senhores gozavam do prazer de estar ao lado delas.
Ao todo Eguchi tem contato com seis “belas adormecidas”, cada qual deixando uma marca diferente no velho. Ao longo do romance o personagem passeia por suas lembranças, além de encontrar-se com a alma feminina, com todas as mulheres de sua vida.
Ao ler A Casa das Belas Adormecidas, o leitor terá a impressão de estar diante de uma pintura da qual extrairará alguma interpretação, mas nunca uma resposta exata. A conclusão, ao contrário do que estavamos acostumados na cultura ocidental, é muito mais subjetiva do que certeira, digamos assim.
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Mil Tsurus – Yasunari Kawabata:
Kikuji Mitani é um jovem que, durante uma cerimônia do chá, reencontra duas antigas amantes de seu falecido pai, Chikako Kurimoto e a viúva Ota, e de repente se vê profundamente envolvido com elas. Enquanto Chikako tenta arranjar um casamento para Kikuji, este inicia um inesperado romance com a senhora Ota, que por sua vez tem uma filha chamada Fumiko, de quem Kikuji também irá se aproximar. Mas há ainda Yukiko, a delicada jovem pretendente a se casar com Kikuji, personagem que representa serenidade num ambiente repleto de ressentimentos e intrigas. Não é por acaso que a moça é descrita usando um lenço de seda ilustrado com tsurus, ave que simboliza nobreza e felicidade na tradição japonesa.
Nessa história em que o passado, através da figura do pai do protagonista, desperta sentimentos em conflito, Kawabata demonstra, mais uma vez, seu profundo conhecimento da antiga cultura de seu país e enaltece a importância da arte oriental, representada nas cerâmicas seculares do ritual do chá. Ao mesmo tempo em que discorre sobre a permanência da arte no decorrer dos séculos, sobrevivendo a gerações, o autor nos mostra o lado efêmero da vida e das relações humanas.

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