Chão de Alverca - Refúgio da Memória - Álvaro Roxo Vaz:
Um regresso ao passado, através da memória e em breves
apontamentos, decorridas mais de seis décadas. Voltar às origens, bem no meio
do mundo rural, que me moldaram para a vida. E desta forma homenagear os pais,
muito humildes, que deixaram aos setes filhos a maior de todas as riquezas - o
exemplo. A memória sabe criar os seus refúgios, para neles acolher os sonhos
que, umas vezes de forma mais clara, outras vezes de forma mais difusa ou mesmo
deformada, nos mostram os espaços que marcam as nossas vidas. Os lugares feitos
de saudade que, em bom rigor, se podem dizer “lugares de sonho” e que tão
apetecíveis são. Para mim, o Chão de Alverca foi um desses lugares. Ali começam
e acabam os sonhos que a ele me prendem. A justificar todas as visitas que lhe
faço e que são, para mim, o melhor de todos os sonhos.







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