Fustel de Coulanges - A Cidade Antiga:
Muitos foram os historiadores do século XIX que deixaram sua
marca na historiografia com obras que até os nossos dias são referência, mas
poucos foram aqueles que conseguiram deixar como legado uma obra tão detalhada
e minuciosa quanto A Cidade Antiga, do francês Fustel de Coulanges. Tendo sido
estudante da École Normale Supérieure e tendo participado de escavações na
Grécia, aonde encontrou muitas de suas principais fontes de uso futuro,
publicou sua obra máxima, A Cidade Antiga, em 1864, enquanto dava aula na
faculdade de letras de Estrasburgo.
Fustel de Coulanges, embora tenha sido contraditório nesse aspecto, dizia que para o estudo da história era imperativo que fosse deixada de lado qualquer conexão com o presente. Ao ler esta obra aqui resenhada vemos isso de forma nítida – muito embora Coulanges não tenha escapado de uma ou outra conexão em determinadas partes do texto – sem muito esforço.
O livro se inicia retratando tempos muito remotos, aonde o culto aos mortos era de uma importância tamanha que soa até um pouco incompreensível para nós, tendo em vista os ritos, a manutenção do culto, a libação, a prestação de contas com os antepassados. É interessante perceber a conexão de crenças de tão remota época com nossos tempos. A idéia de uma alma que vaga sem rumo, sem direito ao descanso eterno e que atormenta os vivos é mais do que presente em nossa cultura. Podemos dizer que o cinema, seriados, novelas e literatura são responsáveis pelo não-esquecimento dessa idéia.
Fustel de Coulanges, embora tenha sido contraditório nesse aspecto, dizia que para o estudo da história era imperativo que fosse deixada de lado qualquer conexão com o presente. Ao ler esta obra aqui resenhada vemos isso de forma nítida – muito embora Coulanges não tenha escapado de uma ou outra conexão em determinadas partes do texto – sem muito esforço.
O livro se inicia retratando tempos muito remotos, aonde o culto aos mortos era de uma importância tamanha que soa até um pouco incompreensível para nós, tendo em vista os ritos, a manutenção do culto, a libação, a prestação de contas com os antepassados. É interessante perceber a conexão de crenças de tão remota época com nossos tempos. A idéia de uma alma que vaga sem rumo, sem direito ao descanso eterno e que atormenta os vivos é mais do que presente em nossa cultura. Podemos dizer que o cinema, seriados, novelas e literatura são responsáveis pelo não-esquecimento dessa idéia.







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