Abadia de Northanger acompanha a trajetória de Catherine
Morland, sua família e amigos, quando de sua visita ao balneário de Bath, na
Inglaterra, local sempre frequentado por Austen e sua própria família. Em sua
estadia, Catherine passa seus dias visitando seus mais novos amigos e
frequentando bailes na cidade e acaba por se envolver com dois jovens da
cidade, John Thorpe e Henry Tillney que a envolve com seu conhecimento de
literatura e história. O pai de Henry, general Tillney, a convida para visitar
uma de suas propriedades, a Abadia de Northanger. Catherine que na história
está lendo o romance gótico, “Os Mistérios de Udolpho”, de Ann Radcliffe, fica
fascinada com a perspectiva de ingressar em um ambiente antigo, fantástico e
sombrio. A Abadia de Northanger representa toda a capacidade de Jane Austen em
se fazer a crítica social de seu tempo, bem como a de realizar a análise moral
de seus personagens. Com o seu costumeiro e agradável senso de humor, a autora
critica os romances góticos e seus excessos que tangenciam o ridículo, e
introduz sua história em um cenário cotidiano e plausível.
* * *
Emma - Jane Austen:
Emma Woodhouse, uma jovem bonita, inteligente e encantadora,
está decidida a jamais se casar. Ela já possui toda a fortuna e a independência
de que precisa e sente-se perfeitamente satisfeita com sua situação, o que não
a impede de se divertir planejando casamentos entre as pessoas que a cercam. Ao
conhecer Harriet Smith, uma moça de status social mais baixo, Emma decide
ajudá-la a encontrar um pretendente que seja um verdadeiro cavalheiro. Porém, a
jovem descobre que interferir demasiadamente na vida dos outros pode por em
risco a própria felicidade. Para garanti- la, Emma deve superar seus
preconceitos e compreender melhor o que se passa em seu coração. Marcado pela
inigualável ironia de Jane Austen e repleto de diálogos geniais, Emma é um
retrato vívido da situação das mulheres na Inglaterra do início do século XIX.
Bonita, coquete, e viúva há pouco tempo, Lady Susan Vernon
busca um novo e vantajoso matrimônio para si, e ao mesmo tempo tenta empurrar
sua filha para um casamento sendo que ela detesta este homem. Ela enche sua
agenda de compromissos com convites para visitas estendidas com os parentes e
conhecidos por uma série de manobras astuciosas, de modo a alcançar de seu
plano principal. Conforme o enredo se desdobra, os personagens são revelado e a
expectativa se constrói - tudo por cartas trocadas entre Lady Susan, sua
família, amigos, e inimigos. Descrito por seus rivais como a "uma grande
coquete da Inglaterra", amplamente dotada de uma cativante "decepção",
Susan prova ser uma figura notável, destituída de qualquer qualidade redentora
cujas intrigas e maquinações a conduzem em última instância a resultados
desastrosos. Lady Susan é um magnífico romance (freqüentemente provocativo)
sobre os costumes and modos da época da Regência na Inglaterra, que se tornou
um dos favoritos entre os leitores de Jane Austen. Os entusiastas de Austen e
estudantes de literatura inglesa se encantarão em sua graça e expressão
elegante.
* * *
"O livro conta a história de Fanny Price, filha de
Frances Ward - que é a mais nova das três irmãs Ward - com um certo sr. Price,
um lugar-tenente da Marinha sem educação, sem conexões e sem fortuna. Ao
contrário de Frances, sua irmã mais velha Maria consegue se casar com Sir
Thomas Bertram, homem bastante rico e dono da propriedade no campo chamada
Mansfield Park - que é a residência dos Bertram e onde toda a ação do livro
acontece. A outra das irmãs Ward casa com um certo Rev. Norris, homem com menos
fortuna que Sir Thomas, mas mais bem situado econômica e socialmente que o sr.
Price. Os Norris acabam indo morar bem perto de Mansfield Park, enquanto que os
Price vão residir em
Portsmouth. Se por um lado Lady Bertram e Mrs. Norris
compartilham de um convívio diário, sua irmã Mrs. Price é simplesmente
esquecida pelas duas, vivendo com dificuldades na cidade grande. Depois de
muitos anos nesta situação Mrs. Norris tem a idéia de trazer para morar em Mansfield Park uma
das filhas de sua irmã mais pobre: a menina - é aqui onde eu queria chegar - é
a já citada Fanny Price.
* * *
Na Inglaterra do final do século XVIII, as possibilidades de
ascensão social eram limitadas para uma mulher sem dote. Elizabeth Bennet, de
vinte anos, uma das cinco filhas de um espirituoso, mas imprudente senhor, no
entanto, é um novo tipo de heroína, que não precisará de estereótipos femininos
para conquistar o nobre Fitzwilliam Darcy e defender suas posições com perfeita
lucidez de uma filósofa liberal da província. Lizzy é uma espécie de Cinderela
esclarecida, iluminista, protofeminista. Neste livro, Jane Austen faz também uma
crítica à futilidade das mulheres na voz dessa admirável heroína —
recompensada, ao final, com uma felicidade que não lhe parecia possível na
classe em que nasceu.
* * *
O enredo deste empolgante livro gira em torno dos amores de
Anne Elliot que se apaixonara pelo pobre, mas ambicioso jovem oficial da
marinha, capitão Frederick Wentworth. A família de Anne não concorda com essa
relação e a convence romper seu relacionamento amoroso. Anos após Anne
reencontra Frederick, agora cortejando sua amiga e vizinha, Louisa Musgrove.
"Persuasão" é amplamente apreciado como uma simpática história de
amor, de trama simples e bem elaborada, e exemplifica o estilo de narrativa
irônica de Jane Austen, sendo original por diversos motivos, entre eles, pelo
fato de ser uma das poucas histórias da escritora que não apresenta a heroína
em plena juventude. O romance também é um apanágio ao homem de iniciativa,
através do personagem do capitão Frederick Wentworth que parte de uma origem
humilde e que alcança influência e status pela força de seus méritos e não
através de herança.
* * *
Originalmente publicado em 1811 sob o singelo pseudônimo “A
Lady”, Razão e sensibilidade começou a ser escrito na década de 1790, quando
Jane Austen (1775-1817) mal havia completado vinte anos. O livro é o primeiro
da série de quatro romances que Austen publicou como edição do autor em seus
últimos anos de vida. Todos se tornaram clássicos da literatura inglesa do
século XIX.
Embora sua trama se desenvolva durante uma época de guerra e
revolução no continente europeu, o romance concentra sua narrativa nas idílicas
tramas de amor e desilusão em que duas belas irmãs inglesas se envolvem -
Elinor e Marianne Dashwood - quando chega a idade do casamento. À procura do
amor verdadeiro, as filhas órfãs de uma família pertencente à pequena nobreza
enfrentam o mundo repleto de interesses e intrigas da alta aristocracia.
Marianne e Elinor representam polos opostos do universo ético de Austen:
Marianne é romântica, musical e dada a rompantes de espontaneidade, ao passo
que Elinor é a encarnação da prudência e do decoro.
Ambientado nos cenários campestres do sudoeste da Inglaterra
e nas casas senhoriais de Londres, o livro já foi adaptado inúmeras vezes para
o teatro e o cinema. Esta reedição, com tradução de Alexandre Barbosa de Souza,
conta com textos introdutórios dos professores e críticos britânicos Tony
Tanner e Ros Ballaster, especialistas em ficção inglesa dos séculos XVIII e
XIX, além de notas explicativas sobre o texto, a autora e sua época.







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